Menos pode ser Mais!

Opinião, Planejamento, Publicidade Comente!


A cada segundo são milhares de informações que tentam chegar até mente do consumidor. Muitos produtos gritam por atenção. Os meios de comunicação convencionais já não surtem impacto suficiente para diferenciar um produto. Já não é mais novidade anúncios em TV, Rádio, Outdoor.

Para conseguir destaque, o cliente-anunciante que pensar de maneira diferente tem chance de chegar mais rapidamente à mente do seu público-alvo.

Em Salvador, cresce o número de clientes que começam a enxergar desta forma e a solicitar, e principalmente – aprovar, das agências, ações diferenciadas. Ações estas que muitas vezes possuem um custo menor, mas um resultado mais bem vantajoso. Ou seja, gastando-se menos recursos financeiros para atingir um público mais qualificado, pode-se conseguir um maior impacto. E são muitas as possibilidades.

Um caso que podemos tomar com exemplo foi a ação da Fantástica Fábrica – casa de Buffet infantil - que aceitou investir de forma dinâmica e interativa com o público em um evento dirigido ao seu target.

Apoiadora do Barrinha Fashion (desfile de moda para o público infantil realizado pelo Shopping Barra em um final de semana do mês de outubro), a Fantástica Fábrica ficou responsável pelo buffet e promotoras no camarim de espera dos modelos mirins.

imagem-016.jpg

Apenas com o custo da mão de obra, a Fantástica Fábrica que, já estava presente na mente das crianças que iriam desfilar no evento apostou, entretanto, em uma ação mais ousada. Incentivada pela agência, solicitou ao Shopping Barra fazer apresentações antes do início de cada desfile. A intenção era ampliar o numero de pessoas atingidas, mostrando o entretenimento para as crianças e pais que estavam na platéia.

imagem-007.jpg

A estratégia da ação da Fantástica Fábrica foi atingir um número reduzido de pessoas, porém mais selecionado e com um contato direto com o consumidor.

Para a Fantástica Fábrica, a ação teve um resultado positivo, pois muitos pais que estavam no momento da apresentação ligaram para o buffet e agendaram uma visita.

Esta pequena ação, sem visibilidade em mídia, deixa explícita a tendência de investimentos publicitários em campanhas diferenciadas.

São os clientes abrindo os olhos para as oportunidades de não-mídias e quem sabe para um investimento futuro em marketing de guerrilha que em São Paulo já vem trazendo grandes resultados, principalmente no ramo imobiliário.

Fica aqui um assunto para ser jogado em discussão.

Será que o nosso mercado está preparado para investir em ações diferenciadas que façam um barulho diferente?

  • del.icio.us
  • Technorati
  • Google
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Digg
  • YahooMyWeb
  • Ma.gnolia
  • Furl
  • NewsVine

8 Respostas para “Menos pode ser Mais!”

  1. Juciara Feitosa Diz:

    Acredito sim na possibilidade do mercado Baiano se adaptar às necessidades e criatividades diferenciadas pelas agências para seus clientes. Porém, preparado realmente, não está.

  2. Germano Bona Diz:

    Agora quem vai preparar esse mercado? Acho que nós, que somos do ramo, que devemos fazer o máximo para educa-los. Estudamos isso diariamente e se formos analisar como médicos e pacientes tenho certeza que o médico de forma coerente e responsável sempre vai informar ao seu cliente o melhor tratamento para o seu problema. Ou seja, somos muito mais responsáveis na atual situação do mercado do que pensamos.

  3. Daniel Fonseca Diz:

    Concordo com Germano, somos uma das partes responsáveis por estimular o amadurecimento do mercado. E, pq não, o nosso tb.

    No dia em que as agências, clientes e fornecedores compreenderem que são pagas para solucionar o problema mercadológico dos seus clientes (tal qual o médico o problema de saúde do seu paciente), teremos dado um grande passo e voltado aos trilhos.

    Infelizmente, ainda tem muito publicitário achando que é artista. Que é remunerado para exibir seu brilhante talento criativo.

    Definitivamente não é isto.

  4. Camille Silveira Diz:

    Acredito que o mercado ainda nao esteja preparado, no entanto, devemos acreditar na fomentação de novas idéias para atender e superar as expectativas dos nossos clientes.
    A maioria dos cases de sucesso partem de um começo,e respeita seu tempo de maturação.Por isso devemos ser otimistas e como profissionais da aréa, buscar a inovação.

  5. Osvaldo Arruti Diz:

    Camille, acho que o mercado não está preparado porque não quer. Ideias criativas, pensar diferente e, acima de tudo, planejar tudo isso com coerência e respeito à verba e valores do cliente não depende de fatores externos, mas só de boa vontade e trabalho, muito trabalho. Quando se apresenta ao cliente um planejamento com ações diferenciadas, respeitando a verba dele, argumentando de forma eficaz e mostrando as vantagens que ele terá em atuar junto ao seu público alvo de uma forma inusitada, raros são os clientes que não aceitam.

  6. Eduardo Couto Diz:

    São ações assim que fazem a gente ainda ter esperança no nosso mercado…

  7. Jaciara Diz:

    Gosto de ler os comentários aqui, e o do sr. Daniel Fonseca me fez pensar algo:
    Por que quando postarmos um sobre um empreendimento do nível da Fantástica Fábrica, que conheço pessoalmente, por que não valorizarmos também os artistas que criaram o projeto?
    Parabenizo as empresárias pela escolha das arquitetas Dra Cynthia Rocha e Dra. Roberta Borges pelo magnífico projeto.

  8. Daniel Fonseca Diz:

    Jaciara,
    Adoro artistas. Adoro a arte.
    Mas, em respeito aos artistas e aos publicitários, vou até o fim alertando aos publicitários, em especial aos criativos, que dentro da agência eles são publicitários. Profissionais que devem solucionar um problema mercadológico. Espera-se dele um resultado. Caso contrário pode criar o melhor comercial de todos s tempos e morrerá sendo um péssimo profissional.
    Publicitário é pago para resolver.
    O artista, não. É livre (ou deveria ser) no seu direito de expressão.

Comente