O colega Zeca Sento-Sé sentou o pé no atendimento. Ao menos no atendimento de características, digamos, tôscas… Ele não deixa de ter a razão dele, mas o problema é que me afetou de forma pessoal. Eu, enquanto sócio da Neworg, exercí a função de atendimento por muito tempo, e no início fui apelidado pelos meus colegas de “Tôsco-Man”. Não posso deixar de pensar que o colega Zeca Sento-Sé esteja de marcação comigo… Na verdade, e fora a brincadeira inicial, o apelido de “Tôsco-Man” me foi oferecido por ser um pouco duro nas minhas negociações, ou talvez pela minha tentativa de controlar todos os processos de forma centralizada. Em pouco tempo contudo, aprendi que o profissional de atendimento tem que ser um expert em jogo-de-cintura, tanto dentro da agência quanto na relação com os clientes. Mas não posso omitir que no início bati a cabeça. E já que tocamos no assunto, deixem-me sair em defesa da categoria. Que tal fazermos uma análise comparativa entre o atendimento e os outros profissionais de uma agência? Primeiro: dentro de uma agência a maioria dos profissionais lida com conhecimentos específicos, sejam eles da área de design gráfico, web, seja o mídia, o operações, o redator, o ilustrador, o financeiro… Cada um mantém os olhos bem focados em um horizonte mais ou menos definido de conhecimentos. Já o atendimento em contrapartida, deve conhecer as peculiaridades de todos os produtos da agência. E isso exige um knowledge base relacionado à produção e distribuição de cada um deles, desde a sua concepção – nos computadores e mesas – até a boca da impressora ou o mouse do cliente final. Segundo: todos os outros profissionais da agência conhecem os interesses, a cultura e as regras do jogo da empresa na qual trabalham. O clima pode ser relaxado e tranquilo ou duro beirando o esquizofrênico, mas todos alí conhecem o terreno no qual estão pisando desde a manhã até a tarde (ou a noite, a madrugada…). Já o atendimento, além do ambiente interno da agência, tem que conhecer todos os interesses estratégicos do cliente, sua cultura e o seu mercado, e se adaptar a ambientes profissionais diferentes, na maioria das vezes menos hospitaleiros que uma agência. E depois disso tem que traduzir as informações colhidas para a equipe de produção, direcionando-as em forma de mensagens e veículos apropriados. Ah, ele também tem que ser um excelente vendedor, pois será sempre os olhos e a voz da agência, e o responsável pela venda dos produtos. Já ia esquecendo, o atendimento tem que ser um bom líder, pois tem que influenciar pessoas a acreditarem nas idéias e produtos que são frutos do seu planejamento. Pensando bem, eu que nunca tive deficiências técnicas, só um pouco de dureza demasiada, acho que o post do Zeca me fez bem. Afinal, percebi que existiram atendimentos mais Tôscos que eu na face da terra. E depois de tudo isso, não deixei de concordar com ele: se o seu atendimento não consegue fazer um simples breafing corretamente… Chame-o de TÔSCO meeesmo.
Alguns amigos sabem que estive do lado de lá: no planejamento estratégico da Rede Globo e, em especial, trabalhando sobre o tema TV Digital.
Estes dias alguns deles têm me questionado sobre o que eu penso a respeito da TVDB, que tem data de estréia no próximo dia 2 de dezembro.
Eu vou repetir aqui o que penso a respeito.
Resposta curta: depende. Você está falando da tecnologia digital ou da TV digital do Hélio Costa? A mobilidade e a portabilidade da TV digital brasileira são promissoras. Mas o modelo implantado, um fracasso. Limitado, sem a mínima interatividade convicente. Já nasce morto. Porque não é universal e não faz frente à Internet. É um modelo híbrido fruto da ignorância e da ganância de alguns.
Esta é a má notícia, a boa é que outra TV digital já estreou há um bom tempo: na internet! Para acompanhar tudo que já rola na rede, a TV tradicional vai ter que correr e se virar. E como!
Minha TV digital é o Youtube e Cia. Assisto desenhos com meu filho, vejo musicais, documentários e até comerciais. Da minha televisão, somente assisto a TV convencional para ver eventos ao vivo e ouço noticiários (sim, pois em geral ou estou lendo jornal ou lendo alguma coisa na web).
E tenho dito!
P.S. _ Se quiser ouvir alguém que sabe das coisas leia o Boni. Aqui.
Acho que esse vai ser o primeiro de uma leva, minha intenção de trazer esse case é pra mostrar os trabalhos que estão acontencendo aqui em Salvador/Bahia. Deixa eu apresentar ele pra vcs!
O Site da OAB-BA foi criado em 2002, e desde então ele era atualizado manualmente, sem nenhum controle de cadastramento das notícias ou das informações cadastradas no site.Imaginem um site do volume de notícias que a OAB tem, sendo atualizado manualmente! Esse padrão defasado causava problemas dos dois lados da moeda, tanto no fornecedor que gastava horas e horas para atualizações simples, como no cliente que reclamava da demora dessas atualizações.
Um outro problema que existia era a estrutura de navegação e layout do site, que atendeu para sua época, mas hoje complicava mais do que ajudava.A solução encontrada foi a chamada “deleta tudo e faz de novo”. Tem coisa melhor que isso? Acreditem que em certos casos (a maioria) isso é e melhor notícia que podemos ter vindo do cliente.
Santas palavras!! - Pode deletar tudo, vamos fazer uma coisa completamente diferente!
Em todas as cidades da Bahia, existem as subseções, que são responsáveis por representar a OAB nessas regiões. Com o novo site cada uma dessas subseções tem um espaço reservado para trazer suas principais informações, além de notícias específicas, aumentando seu canal de comunicação para com os advogados.
Os sistemas legados de cadastro de advogados, emissão de boletos, busca de advogados excluidos, resultado das provas da OAB, foram todos reformatados, melhorando o seu acesso e a disponibilização de suas informações.
O novo site da OAB, lançado em 29 de outubro de 2007 já apresenta ótimos resultados. Utilizando o Google Analytics para fazer uma comparação no períodos de 19/09 a 19/10/07 (site antigo) e de 20/10 a 19/11/07 (site novo), notamos um aumento significativo de visitas nessa transição. Dêem uma olhada:
| - | Site Antigo | Site Novo | Crescimento |
| Visitas: | 33.504 | 38.814 | 15,85% |
| Exibições de Pág.: | 52.180 | 151.815 | 190,94% |
| Páginas/Visita: | 1,51 | 3,91 | 151,14% |
| Novas visitas: | 32,66% | 38,24% | 17,06% |
Momento Relax 1
Se o atendimento da sua agência é, vamos dizer assim, “tosco” essa é a hora de você devolver os diversos dias em que ele fez vc ficar até mais tarde na agência só porque ele não soube tirar do cliente as informações do Briefing.
Esse Blog coleciona os piores briefing do Mundo, vá lá detone seu atendimento e boas risadas!
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Momento Relax 2
E aproveitando deixo também o link para o DEATHSIGN um diretor de arte/ designer que só se dá mal dentro da agência.
O Futuro digital será cada vez mais híbrido, tanto para os receptores, quanto para o conteúdo ou os tipos de sinal, essa opinião é quase um consenso. Assim como nosso Carnaval soteropolitano, as mídias estão promíscuas, convergindo diferentes conteúdos para diferentes aparelhos. TVs fixas e portáteis, rádios, celulares, computadores e PDAs farão parte de uma grande salada. O prato ainda terá em sua receita transmissões via cabo, via linha telefônica, via antenas retransmissoras, via satélite e via rádio; e para completar, os conteúdos deverão ser programados para serem transmitidos em diferentes formatos, para serem exibidos nos diferentes tipos de equipamentos e plataformas. E apesar de haver um consenso sobre o preparo da salada ser inevitável, creio que vocês devem concordar que esses ingredientes são um tanto exóticos aos paladares baianos e brasileiros… Assim, enquanto a salada não fica pronta e não temos a oportunidade de provarmos, quase ninguém se arrisca a dar um palpite sobre o seu paladar e a reação de quem vai comê-la. Já a algum tempo, mandaram avisar da cozinha que o chef resolveu sofisticar o preparo da salada. Primeiro disseram que iam produzir a nossa própria plataforma de TVD para inserir na salada digital que já não estava simples. Depois, acabaram importando a tal plataforma do Japão, mas colocaram um tempero nacional. E agora, pelo movimento na cozinha, parece que vão servir a TVD antes da salada estar pronta. Disseram que em 2 de dezembro o ingrediente sofisticado já estará disponível para os Brasileiros provarem. Mas quem é que vai poder se servir? Disseram que temos que comprar uma louça chique, um tal de set top box. Para comprar, primeiro disseram que custaria R$ 100,00, mas agora o preço já está nos R$ 800,00. E o que vai vir servido nesse tal de set top box? Imagem de alta definição, portabilidade, interatividade, acesso à internet… Sei não. Já se sabe que a Globo achou a tal de TVD um tanto quanto indigesta e difícil de preparar. É compreensível: quem vende fast food não vai gostar de preparar sushi e sashimi. Afinal, os ingredientes são mais caros e é mais difícil de preparar. Tem que comprar novos equipamentos, remodelar o cardápio e contratar novos chefs de sushi. Eu estou só comentando o que fico sabendo, não quero me indispor com o povo da cozinha. Lá todo mundo agora anda de peixeira em punho, e sabe como é, não comentem que eu estou falando essas coisas… É como dizem por aí: “boca de sirí”. Ah, eu vou continuar espiando o movimento na cozinha, como quem está com fome, e depois trago mais novidades sobre essa tal salada digital.
Bom, vocês já devem conhecer isso mas pra mim foi novidade!
FALA SÉRIO! Alguém consegue ver o número 74 nessa imagem ao lado?
Eu só consigo ver 21! E olha que minhas contas telefônicas estão em dia!
O que eu achei mais interessante neste post que lí no blog REVOLUÇÃO ETC., foi a existência de mitos absurdos à respeito, softwares que permitem pessoas com a visão saudável possam gerar imagens simulando distúrbios visuais e o mais incrível: DESIGNERS DESCOBRINDO QUE SÃO DAUTÔNICOS! (veja os comments lá, e acredito que aqui possam ser comentados mais)
Bom, eu sempre soube que eu era dautônico porque na escola eu sofri muito com isso. Se possível, gostaría de saber de leitores que desenvolvem conteúdo, alguma experiência interessante que possam compartilhar à respeito do assunto pois, ao que percebí, em termos de acessibilidade, deveríamos sim nos preocupar em oferecermos a usuários como eu, recursos AUTOMATIZADOS para ajustar o conteúdo para usuários com estes tipos de deficiência.
Os exemplos citados no link que indiquei (aqui novamente) são totalmente reais. Muitas vezes me pego exagerando BOLDs e outros recursos para atrair mais a atenção em textos. Bom, não sou designer, sou programador e acabo não influenciando em conteúdo. Mas agora imagino o quanto alguns documentos que já criei devem ser verdadeiras aberrações.
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